Aconteceu no Maranhão

Depoimento de Anderson Torres preocupa entorno de Ibaneis que já calcula retorno ao cargo em 30 dias

Defesa do governador se baseia na argumentação de que ele não teria tido acesso a todas as informações sobre a possibilidade de atentados criminosos nas sedes dos Três Poderes

O governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), anda preocupado com o teor do depoimento do ex-secretário de Segurança Pública do DF e ex-ministro de Jair Bolsonaro, Anderson Torres.

Segundo relatos de pessoas próximas a Ibaneis, a estratégia de defesa do governador afastado se baseia na argumentação de que ele não teria tido acesso a todas as informações que Torres saberia sobre a possibilidade de atentados criminosos nas sedes dos Três Poderes.

Há também um temor de que haja provas a serem apresentadas durante o depoimento do ex-secretário que possam contradizer o que foi dito pelo emedebista junto à Polícia Federal.

Agora, ainda segundo essas fontes, se for apenas a palavra de Ibaneis Rocha contra a de Anderson Torres, melhor para o governador afastado. Ibaneis, conforme esses interlocutores, avalia que a situação do ex-secretário com a Justiça está pior – principalmente depois da descoberta da minuta golpista encontrada na casa de Torres que visava a instalação de um Estado de Defesa junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Além disso, o entorno do emedebista acredita ser forte a teoria de que não caberia ao então governador controlar a execução do plano de segurança, que esse papel era de Anderson Torres e do então comandante da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Fábio Augusto Vieira, que também está preso.

Dessa maneira, se o depoimento de Torres não contar com provas fortes que possam complicar a situação de Ibaneis, a expectativa de assessores próximos ao governador afastado é que ele possa conseguir retornar ao poder após os 30 dias iniciais de intervenção federal na Segurança Pública do DF.

Para isso, no entanto, seria preciso que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes revisasse sua decisão, já que o afastamento inicial foi de 90 dias.

fonte: cnn brasil

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