Justiça

Influenciador digital é preso suspeito de extorsão em rede social

Um influenciador digital foi preso nessa quarta-feira (13) pelo crime de difamação e extorsão, no município de Pedreiras. A ‘Operação Confissões’, foi deflagrada pela Polícia Civil do Maranhão.

Segundo as investigações, o perfil do instagram do investigado era utilizado para chantagear e extorquir moradores da região após postagens difamatórias contra eles. Várias ocorrências chegaram a ser registradas denunciando o influenciador.

A partir das ocorrências, foi solicitado o apoio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) que, por meio do Departamento de Combate à Crimes Tecnológicos (DCCT), conseguiu junto à Justiça a quebra do sigilo telemático do suspeito.

Além do mandado de prisão cumprido, a polícia também realizou buscas na residência do administrador da página de fofocas e apreendeu seis aparelhos celulares, que deverão ser periciados.

Ainda de acordo com as investigações, o suspeito teria criado mais de uma página de fofocas desde que começou a praticar os crimes na região. “À medida que essa página era derrubada criava-se outra, com intuito de difamar pessoas, moradores da região”, disse o delegado Gilvan Lucas de Souza, do 1º Distrito Policial de Pedreiras.

Após a prisão, o suspeito foi encaminhado para a delegacia local, onde prestou depoimento e reforçou a suspeita da Polícia Civil de que ele agia em conluio com outras pessoas, as quais teriam recebido as transferências em dinheiro realizadas pelas vítimas para que as postagens fossem retiradas de circulação.

O influenciador preso tinha um relacionamento amoroso com Anailde Sousa dos Santos, 36, assassinada a tiros em outubro deste ano.

Durante depoimento após sua prisão, o administrador da página de fofocas foi questionado sobre a morte da mulher, a partir de novos dados sobre o crime obtidos a partir da quebra do sigilo telemático dele.

As novas informações dadas pelo influenciador podem levar à elucidação do caso.

Ele foi encaminhado para o sistema penitenciário, onde permanecerá à disposição da Justiça. As investigações sobre ele e possível grupo que integra, bem como sobre a morte de Anailde Sousa dos Santos continuam

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